Johannesburg

Johannesburg é sinônimo de Nelson MandelaÉ incrível a “presença” do grande líder sulafricano em diversos pontos da cidade, como na Nelson Mandela Square, uma praça localizada em meio a um centro comercial e de restaurantes ou a Nelson Mandela Bridge.

Nelson Mandela foi um dos detentos de Robben Island que se tornou Presidente da África do Sul, assim como também aconteceu com Kglamea Motlanthe e Jacob Zuma.

E não poderia ser diferente. Em Johannesburg encontram-se os principais ícones relacionados a Nelson Mandela em si e ao terrível regime do Apartheid que esteve implantado na África do Sul de 1948 a 1994:

Casas do Nelson Mandela – em Soweto e onde ele viveu seus últimos dias.
Casa do Desmond Tutu – também em Soweto.
Museu do Apartheid
Hector Pieterson Memorial – em memória ao Levante de Soweto.


Eu não tinha muitas referências do Apartheid, entretanto essa viagem me instigou a conhecer mais sobre o tema e, assim como ocorre com a Segunda Guerra Mundial, o assunto prendeu a minha atenção.

Triste se envolver com o assunto, mas imprescindível entendê-lo.

Em Johannesburg contratamos um guia local chamado Ruben, um moçambicano que vive há mais de 10 anos em Johannesburg. Figura engraçada e que fez desse dia inteiro de tour, uma dia agradável.

Old Fort
Passamos pelo Old Fort Prison, uma prisão construída nos anos 1890 que também virou um forte para proteção contra a invasão Britânica. Muitos presos daquela época da invasão ali ficaram, entretanto passou a ser uma prisão tanto para criminosos comuns como prisioneiros políticos (com maior foco nesse último grupo após 1948 com a instalação do Apartheid).

Embora brancos e negros ficassem presos nessa instalação, o tratamento era diferente entre eles. Apenas como exemplo, os brancos recebiam duas refeições por dia, já os negros comiam três vezes por semana.

Como “ironia” do destino, hoje no local do Old Fort temos o Tribunal de Justiça, o qual teve algumas de suas paredes construídas com tijolos retirados das celas da antiga prisão.

Centro Comercial
Passamos pelo centro comercial de Joburg. Uma região moderna e dinâmica, típica das grandes capitais do mundo, onde encontram-se as sedes de bancos e de grandes mineradoras como BHP e Anglo American.

Última morada de Nelson Mandela
Fomos conhecer o bairro (e a casa em si) onde Mandela morou antes de seu falecimento.

Museu do Apartheid
Não poderia faltar uma visita ao Museu do Apartheid. Um daqueles pontos turísticos “carregados” de sensações, emoções, história e reflexões.
Já na entrada se busca referenciar ao regime do Apartheid. Na bilheteria, a atendente pergunta se você quer o ingresso de “branco” ou de “negro” e à entrada há dois portões em separado para cada um dos ingressos. 
A separação é “meramente ilustrativa” apenas ao passar pelo portão, mas traz em si um forte simbolismo de mais um daqueles momentos tristes e vergonhosos da história da humanidade.

E terminamos o dia visitando Soweto e suas mais fortes referências históricas: o memorial a Hector Pieterson, com a emblemática e histórica foto do estudante Mbuyisa Makhubo carregando Hector em seus braços após ter sido baleado no Levante de Soweto, manifestação de estudantes negros contra o Apartheid ocorrido em 1976 e fato decisivo para todas as pressões contra o regime segregacionista.
E também a casa onde nasceu Nelson Mandela e Desmond Tutu.

O jantar desse dia foi no Remos Libertà. Um restaurante italiano localizado na Praça Nelson Mandela e bem honesto na proposta. Ótima decoração, boa música, ótimas opções de vinho (embora falte o Pinotage) e a vista da praça Nelson Mandela.

O menu foi Macaroni com cream cheese, bacon e tomate e pizza prosciutto e rúcula com mussarela. 

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Johannesburg is a synonym of Nelson Mandela. It´s impressive the “presence” of the great South African leader in many different locations in the city, such as Nelson Mandela Square, a commercial and restaurants centre or Nelson Mandela Bridge.

Nelson Mandela was one of the Robben Island Prison inmates who became  President of South Africa, as it also happened to Kglamea Motlanthe and Jacob Zuma.

And it could not be different. In Johannesburg we may find the most important references about Nelson Mandela himself and about the terrible Apartheid regime which was in course in South Africa from 1948 to 1994:

– Nelson Mandela Houses – in Soweto and where he lived his last days.
– Desmond Tutu House – also in Soweto.
 Apartheid Museum
– Hector Pieterson Memorial – Soweto uprising memorial.

I did not have many references on Apartheid, however this trip sparked my interest in knowing more about the theme and, as it also happens with The Second World War, this subject grabbed my attention.

It´s sad to go deep in this theme, but really important to understand it.

We decided to hire a local tour guide called Ruben, a Mozambican who has been living in Johannesburg for more than 10 years. Funny guy who made the whole day tour a very pleasant day.

Old Fort
We visited Old Fort Prison, a prison built in 1890´s which became a fort to protect the city against the British invasion. Many prisoners from the invasion period stayed there, nevertheless, it was transformed into a prison for common criminals as well as political prisoners (more focused on the latter after 1948 with Apartheid regime).

Important to mention that although black and whites were inmates in this prison, they´ve received different treatment. As an example, the whites used to receive two meals a day, however for the blacks it was three meals a week.

As one of those “irony”, today the Old Fort is the Constitutional Court with some walls done with bricks removed from the old jail.

Commercial Centre
We visited Joburg Commercial Centre. A modern and dynamic region in the city, like the ones we find in many big cities in the world, and where we see Bank or Mining Companies headquarters such as BHP or Anglo American.

Nelson Mandela Last House
We visited the neighbourhood where the house in which Mandela lived before passing away.

Apartheid Museum
We could not miss visiting Apartheid Museum. One of those touristic points “full” of emotions, history and reflections.
Since at the entrance they intend to show reference of Apartheid regime. At the ticket office, the attendant ask which “colour” ticket we want: for the “white” or “black” and the gates is also separated for each of the tickets.
This separation is just illustrative, but it carries a strong symbolic effect of one of those saddest and shameful moments in history.

And that day was finished visiting Soweto and the most important historical references: Hector Pieterson memorial with the emblematic photograph of Mbuyisa Makhubo the student carrying Hector in his arms after being shot during Soweto Uprising in 1976.
And also Nelson Mandela childhood house and Desmond Tutu´s.

The dinner was at Remos Libertà. An Italian restaurant at Nelson Mandela Square with a fair approach and price. Great decoration, good music, good wine options (although it was missing Pinotage) and the view of Nelson Mandela Square at night.

The menu was Macaroni with cream cheese, bacon and tomato and pizza prosciutto and arugula with cheese.

Mandela gigante na Praça Nelson Mandela
Giant Mandela at Nelson Mandela Square

 

Old Fort

 

 

 

 

 

 

A última casa de Nelson Mandela
The last house of Nelson Mandela

 

Museu do Apartheid
Apartheid Museum

 

 

 

Hector Pieterson Memorial
 
Estádio da final da Copa 2010
Stadium of World Cup 2010 final

 

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